sábado, 7 de novembro de 2009

45

Nem tudo neste dia acontece em conformidade com a nossa plena satisfação. Porém, de algo não arredámos pé: impondo a nossa vontade estaremos, o que é o mais importante, juntos no decorrer deste aninho quarenta e cinco. Podemos ter sido ultrapassados, força das circunstâncias, num flanco; contudo, noutro, os nossos exércitos cilindraram toda e qualquer oposição.


"Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti


Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar


Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim


Fazes pinturas de sonho
Pintas o sol na minha mão
E és uma mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão


Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso de um abrigo
Eu sou igual a ti


Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar


Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim


Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão"


'Tatuagens', Mafalda Veiga & Jorge Palma

Sem comentários:

Enviar um comentário