Em breve retornarei aqui. Há palavras que te quero deixar. E não, meu claro blogue, não estás ainda esgotado. Em breve...
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sexta-feira, 24 de julho de 2015
quinta-feira, 24 de julho de 2014
saudades precipitadas...
... de quando tinha menos dez anos; ou de contar, agora num ápice, mais dez.
domingo, 27 de abril de 2014
A trejeito de desalinhos
Os dias de treta no 'escritório' não permitem sequer que os fins de semana escapulem. Vêm aparecendo como uma constante, quando o expectável seria o inverso; pelo menos de outros tempos que conheci. Presentemente questiono-me, mais amiúde do que gostaria, se eu já não sou a mesma pessoa. Bom, de facto em variadíssimos aspectos não sou - muito mudei desde que iniciei o meu projecto profissional mais audaz, já lá vão uns anitos e não tarda muito para que lhe coloque um definitivo ponto final. Interrogo desajuizadamente as minhas competências, as minhas valências, a minha utilidade no seio daquele círculo. O facto de ter regressado faz pouco de um espaço onde diversos colegas exaltaram as minhas capacidades em nada ameniza as contradições que vagueiam indisciplinadas pela mente. Sinto-me mais fraco que antes, pese embora tenha já percorrido um trajecto digno de, pelo menos, alguma consideração. Sinto-me pior, menos capaz. Guardo-o para mim, ainda que desconfie que me traia com regularidade e permita que esta minha falta de confiança perpasse para o mundo da cabeça de outras gentes - se assim o é consciente ou inconscientemente, trata-se de caminho que por ora quero evitar.
Claro que esta dinâmica não se esgota na minha pessoa. Desvairado sim, tolo de todo é que não. Também os outros, em parcimónia ou acelerados, são alvo desta coisa a que chamamos mudança e que jamais incorre em pausas para cafezinho. Ninguém lhe escapa, nem os mais taciturnos nem os mais teimosos. Ninguém, ponto. Noto consideráveis diferenças, permanecendo a falar na esfera do 'escritório', naquele que mais admiro, na pessoa que em simultâneo é minha colega e minha superior hierárquica. Aquelas que respeitam ao nosso relacionamento, do mais institucional ao menos formal, surgem esporadicamente desagradáveis num continuum acre. Desconfia de mim, coloca-me em dúvida numa permanência que quase me esgota, desencanta-se e também por isso vai, nas entrelinhas, desautorizando competências que outrora me revia. Aliados e cúmplices em múltiplas tarefas que tanta vez extrapolaram a esfera do 'escritório'. Agora, no dia de hoje, fico incrédulo ao perceber que para além das minhas dúvidas também tenho que engajar em combate com os senãos dessa criatura cuja amizade venho almejando, pensara até estar bem mais próximo de a ter. A sua serenidade costumeira extravasou para uma inquietação perene. Tornou-se quotidiano estar pronto para aparar os golpes que possam sair do seu pulso. Continuo, inelutável, a confiar nele. Porém o efeito de erosão, ainda que assaz moroso, pode vir um dia a sentir-se. Tenho comido e calado, como se diz na gíria. Desvio as estocadas que endossa ao meu ser, optando por nunca contra-atacar. Assim vai sendo, até ao dia que avidamente aguardo, aquele em que embainhará novamente o seu florete não mais o dirigindo ameaçadoramente. Isto, claro está, fruto de novos ventos de mudança. Todavia esses novos ventos não são percepcionáveis no imediato e não saberei, até que o seu ar me chegue, para que rumo apontam; poderá ser no da concretizável ilusão amena que prefiro edificar mentalmente como poderá soprar a favor da desilusão e da então assim inevitável quebra do vínculo: não o poderei respeitar se também ele não se respeitar e se me atirar com desdém aos lobos dos quais me tem quase que paternalmente mantido a salvo - enfim, não posso respeitar, com a devida profundidade, quem não me respeita.
Venham, venham mais uma vez, ventos de mudança. A estagnação não presta. E como está não se pode ficar, imbuídos em atmosfera fétida e insustentável. Espero voltar a ver os seus olhos a transbordar de orgulho pelo seu pupilo, como já observei. Guardo particular memória de uma circunstância em que um colega seu, embora não meu superior hierárquico, o encantou por o seu pupilo o ter encantado. Espero. Mesmo que tenha que ser pelo dia em que parta sem adeus e que a essa casa não a torne a chamar 'minha casa'. Na esfera do 'escritório', óbvio; e noutras, que de tão apetecidas tardam como uma eternidade.
Escrevi um dia que por vezes mudamos sem nada mudar, permanecendo os mesmos. Tem o seu quê de verdade. De ousadia. Até de profecia. Porém, nunca olvidando que nos tornamos o que nos fazemos. Quanto a mim e ti, pá, e agora? A ver vamos... Não é demais recordar que ao ninho, que é a casa dos afectos que os seres-humanos sabem - ou deviam saber - construir, a 'casa' do métier é complemento sine qua non - e outra que limítrofe: a da amizade cuja pedra basilar é o mútuo respeito.
Talvez daqui a umas semanas redija qualquer coisa de mais simpática e de mais sinfónica ao ouvido. Por ora, das três 'casas' que mencionei... adiante-se tão-somente que todas elas carecem de obras - umas mais que as outras, pois é evidente. Pelo menos para mim, já que as palavras aqui apensas gotejam dos meus pulsos que vão mantendo uma firmeza que anos atrás desconhecia e julgava inatingível. Até breve.
domingo, 29 de dezembro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
da noite para amanhã
Que os sonhos não sejam cansados.
sábado, 27 de julho de 2013
dos projectos
A um mês de aterrar em Turim. A expectativa é enorme. A paciência, essa, vai-se mantendo bem saudável. Já só um mês...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
para ontem
Há muito que por aqui não escrevo. Demasiado, sem dúvida. Aliás, há muito que não escrevo de todo, se exceptuar o registo técnico. Não pode ser. Para breve tenho que postar o ausências evidentes v, terminada que está a sua redacção sei lá desde quando; e mais qualquer coisita de novo, que isso também se quer e deseja muito. Da forma e do conteúdo nenhumas alterações de monta: o neurose é o que é e continuará a sê-lo; tal como eu.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
essencial ou acessório?
Vamo-nos auxiliando nos nossos projectos profissionais. Tendemos a olvidar tudo o que remanesce, inclusive, ou principalmente, o mais importante. É impossível encontrar equilíbrio na perfeita imperfeição do ser humano; nossa condição, nosso pecado capital, nossa essência.
domingo, 1 de julho de 2012
património intangível
Havemos de compreender que erigir templos, seja ao que for, de pouco ou nada serve. Todavia, destruir uma abstracção é virtualmente impossível.
Zzz...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Terminaram as mentiras?
Não.
Evidentemente que não. E, reiterando frase de post anterior, não minto.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Just as usual
Teimoso. Ainda aqui andas.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Despertar-se-á? Sim.
Nada é fácil. Temos que lutar pelo que temos e pelo que não temos e que queremos. O que acontece quando se perde a vontade de lutar é o absurdo e o inominável. Quando se perde essa vontade de luta desistimos não só das externalidades mas principalmente de nós próprios. Não se trata de nenhuma pérola de sabedoria, antes do manual básico da vivência humana.
Amanhã é, só!, dia de mais um(!) pequeno-almoço.
Até sempre. Salvé, Caesar. ;)
Ter-lhe-ei dito o quanto ficou mal e mais aquilo que por fazer restou? De certo. Até já.
"Take a look at my girlfriend
She's the only one I got
Not much of a girlfriend
Never seem to get a lot
She's the only one I got
Not much of a girlfriend
Never seem to get a lot
Take a jumbo cross the water
Like to see America
See the girls in California
I´m hoping it´s going to come true
But there´s not a lot I can do
Like to see America
See the girls in California
I´m hoping it´s going to come true
But there´s not a lot I can do
Could we have kippers for breakfast
Mummy dear, Mummy dear
They got to have ´em in Texas
Cos everyone's a millionaire
Mummy dear, Mummy dear
They got to have ´em in Texas
Cos everyone's a millionaire
I´m a winner, I´m a sinner
Do you want my autograph
I´m a loser what a joker
I´m playing my jokes upon you
While there´s nothing better to do
Do you want my autograph
I´m a loser what a joker
I´m playing my jokes upon you
While there´s nothing better to do
Don´t you look at my girlfriend
She´s the only one I got
Not much of a girlfriend
Never seem to get a lot
She´s the only one I got
Not much of a girlfriend
Never seem to get a lot
Take a jumbo cross the water
Like to see America
See the girls in California
I´m hoping it´s going to come true
But there´s not a lot I can do."
Like to see America
See the girls in California
I´m hoping it´s going to come true
But there´s not a lot I can do."
domingo, 26 de junho de 2011
Ser-se empedernido
Perdoa-me nem um abraço te ter conseguido oferecer.
O mundo não é perfeito, todos o sabemos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Proto-Percursos
Um(a) gajo(a) às vezes não sabe o que anda cá a fazer. Há que descobrir. O sentido pode estar velado, mas não implica que seja absolutamente impossível descortiná-lo.
"Ainda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo:
«Aonde você for eu vou»
Oh! Oh!...
Dizendo:
«Aonde você for eu vou»
Oh! Oh!...
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
«Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo»...
Uh! Uh! Uh!...
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
«Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo»...
Uh! Uh! Uh!...
Vem você dizer:
«Amor, eu não pude evitar»
E eu te dizendo:
«Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz»
Uh! Uh! Uh! Uh!...
«Amor, eu não pude evitar»
E eu te dizendo:
«Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz»
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Ainda lembro o que passou
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo:
«Aonde você for eu vou»
Oh! Oh!...
Eu, você, em qualquer lugar
Dizendo:
«Aonde você for eu vou»
Oh! Oh!...
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Ouvi você dizer
Que eu era tudo
O que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando
Em ilusões...
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
«Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo»
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Que esquecer você
Agora vem você dizer:
«Amor, eu errei com você
E só assim pude entender
Que o grande mal que eu fiz
Foi a mim mesmo»
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Vem você dizer:
«Amor, eu não pude evitar»
E eu te dizendo:
«Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz»
Uh! Uh! Uh!...
«Amor, eu não pude evitar»
E eu te dizendo:
«Liga o som, uh! uh! uh!
E apaga a luz»
Uh! Uh! Uh!...
Ainda lembro o que passou
Ainda lembro como era bom
Ainda lembro inda lembro
Ainda lembro, inda lembro
Oh! Oh! Oh! Oh!
Ainda lembro..."
Ainda lembro como era bom
Ainda lembro inda lembro
Ainda lembro, inda lembro
Oh! Oh! Oh! Oh!
Ainda lembro..."
'Ainda Lembro', Marisa Monte
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Num destes dias
O pôr-se do astro solene visto da baía de Cascais é música solene, interpretada no interior de cada um conforme a sua batuta. O mar escama-se e muda de cores, quase que à escolha da vontade de cada ser único. A brisa suave e amena, despertada como que a propósito de um momento tanto instantâneo como infinito.
Os derradeiros raios de Sol tocam a superfície do rosto, das mãos, despedem-se prometendo sempre o amanhã. Olho-o de frente mas mesmo na sua luminosidade tardia obriga os olhos a brilhar e a cerrarem-se, ainda que providos com os inevitáveis óculos de sol que escondem essas janelas.
Sentado no chão de pernas cruzadas volto a olhá-lo por mais uma vez. Ergo-me. Começo a caminhar, vou-me. Entretanto, estipulo com ele num pacto secreto: se vieres amanhã, também eu voltarei a subir os olhos para ti com um sorriso, por ti, aquecido.
"Só hoje senti
Que o rumo a seguir
Levava pra longe
Senti que este chão
Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar
E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu
Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse
E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu"
Que o rumo a seguir
Levava pra longe
Senti que este chão
Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar
E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu
Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse
E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu"
'Um Pouco de Céu', Mafalda Veiga
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Gentes de (especial) relevo
É óptimo constatar que continuam a existir grandes mulheres no nosso país; mesmo quando têm pimenta na língua.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Mioleira
Vão quase doze. Como é que quatorze horas por dia não são o suficiente para terminar um trabalho? Definitivamente, devo ter que fazer o download de um modelo nórdico para o meu cérebro; excepto o Islandês, dispenso a falência técnica dos meus amados neurónios.
PS: Relembrar jamais concorrer a um Pos-Doc.
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